O tempo, com seu lápis impreciso
Põe-lhe rugas ao redor da boca
Como contrapesos de um sorriso
Já vestindo a pele do artista
O tempo arrebata-lhe a garganta
O velho cantor subindo ao palco
Apenas abre a voz, e o tempo canta
Dança o tempo sem cessar, montando
O dorso do exausto bailarino
Trêmulo, o ator recita um drama
Que ainda está por ser escrito.
Preciso sumir por um tempo, só para organizar o meu interior. Tenho que limpar toda sujeira que escondi debaixo do tapete do meu coração e reconstrui-lo, preciso excluir todas as lembranças que só me causam dor e sofrimento. Preciso me renovar, esquecer o passado e pensar apenas no presente e também um pouco no futuro. E só voltarei quando o meu interior estiver leve como uma pluma.